Mostrar mensagens com a etiqueta Desenho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desenho. Mostrar todas as mensagens

domingo, 10 de abril de 2011

Pobres e Ricos, segundo W. McCay (1933)

Ilustração de Winsor McCay (1869-1934), ilustrador norte-americano, para o Seattle Post Intelligencer de 4 de Junho de 1933. Na legenda, pode ler-se "ELES ESTÃO LIGADOS: Quando a Fortuna ignora a Pobreza durante demasiado tempo, fica em perigo de ser arrastada por ela. Já aconteceu muitas vezes e há-de suceder outra vez. O homem dos dólares e do poder deveria aperceber-se disso." Apesar de McCay ser sobretudo conhecido pela sua originalíssima banda-desenhada Little Nemo in Slumberland, a imagem em questão, com outras de tema semelhante, integra-se no interesse que os intelectuais americanos começaram a sentir pela pobreza, pelos bairros sujos, pela imigração, pelo crime, pela corrupção e outros sintomas de que as sociedades ocidentais económica e laboralmente desreguladas foram, logicamente, sofrendo. Infelizmente, mesmo que a legenda seja superficial, a ilustração de McCay contém uma actualidade verdadeiramente perturbadora.


Fonte: Winsor McCay, Little Nemo in Slumberland - O Pequeno Nemo no Reino dos Sonhos, organizado e prefaciado por Richard Marschall, vol. II, Lisboa, Livros Horizonte, 1991, p.9.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fotografias Antigas (2): Raquel Roque Gameiro, 1911

Fotografia colorida da Ilustração Portugueza, que saía uma vez por semana com O Século, de 27 de Novembro de 1911. A senhora representada, então com 22 anos, é a pintora e ilustradora Raquel Roque Gameiro (1889-1970), filha do prestigiado artista Alfredo Roque Gameiro (1864-1935). Como pintora, expôs em Lisboa, no Porto e em Londres. Ilustrou obras para crianças, nomeadamente da autoria de Ana de Castro Osório (1872-1935) e de António Sérgio (1883-1969).

Fonte:
AAVV, Percursos, Conquistas e Derrotas das Mulheres na 1ª República, coord. de Teresa Pinto, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa - Grupo de Trabalho para as Comemorações Municipais do Centenário da República - Biblioteca Museu República e Resistência, 2010, p.131.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Gustave Doré - breve perfil de um ilustrador

Como dissemos no texto anterior, falaremos brevemente aqui de Gustave Doré (1833-1883) desenhador e ilustrador francês que, entre outros trabalhos, fez as imagens que acompanhavam algumas das fábulas de La Fontaine. Foi muito jovem que começou a evidenciar talento: aos 15 anos, por exemplo, desenhava para o Journal pour rire. Muito do seu sucesso decorreu do facto de ilustrar clássicos bem conhecidos e de assim os valorizar com imagens apelativas, de grande vivacidade dramática e de cuidado pormenor. Ilustrou o Inferno de Dante (1861), o Dom Quixote (1863), a Bíblia (1864), os Idílios do Rei, do poeta Tennyson (1867-1868) e, como já se fez notar, as Fábulas de La Fontaine (1866). Doré foi um ilustrador de talento poderoso, mas têm-se-lhe assinalado algumas falhas: "Possuía limitada educação artística, e a procura dos seus trabalhos era grande demais para lhe permitir tempo de se aperfeiçoar na técnica do desenho. (...) faltavam-lhe as duas qualidades necessárias à arte séria: o estudo e a concentração. Possuía em alto grau as do improvisador, e, também os defeitos que lhe andam ligados. A sua imaginação fantasista opunha-se a uma observação exacta da natureza. (...) Em compensação, a força, a abundância, o imprevisto, os jogos fantásticos de sombra e luz, o Doré ilustrador tudo isso tinha." (GEPB, vol.9., pp.254-255) Como exemplo deste talento original, deixamos duas belas ilustrações das referidas Fábulas.


"O lobo, a mulher e o filho" (p.270)



"O pavão queixando-se a Juno"
(p.201)
Referências:
Sobre Gustave Doré: Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol.9, Lisboa - Rio de Janeiro, Editorial Enciclopédia Limitada, s.d., pp.254-255.
As imagens vêm da obra: La Fontaine, Fábulas de La Fontaine - traduzidas ou adaptadas por poetas portugueses e brasileiros do século XIX, Porto, Moderna Editorial Lavores, 1996, pp.201 e 270.