Mostrar mensagens com a etiqueta Fotografias Antigas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fotografias Antigas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Fotografias Antigas (5): Guarda-Fios, c. 1902

Os guarda-fios no século XIX eram funcionários ligados ao Ministério das Obras Públicas e tinham como função instalar, reparar e fiscalizar as linhas do telégrafo. O guarda-fios "fazia rondas habituais a pé, num perímetro chamado cantão, onde verificava a deficiência dos traçados, que incluíam postes desaprumados, espias e linhas desreguladas e isoladores partidos. Com os anos, criaram-se três tipos de traçados - telegráfico, telefónico e de altas frequências -, obrigando o guarda-fios a trabalhos suplementares." Por causa do seu trabalho que, em geral, não podia conhecer a fadiga nem os rigores do clima, eram possíveis as comunicações até onde chegava essa nova tecnologia em Portugal. Presentes desde a introdução do telégrafo em 1855, a sua visibilidade concretizava-se especialmente na possibilidade quotidiana de enviar mensagens. Apesar de todas as profissões, mais ou menos, estarem documentadas em todas as épocas históricas, a verdade é que há um certo número de trabalhos invisíveis para uma boa parte da população. Os funcionários da recolha do lixo são outro exemplo. Todavia, estes como os guarda-fios, tornavam o País num local mais confortável para os seus compatriotas.


Referência: Tanto a imagem como a citação vêm de Rogério Santos, Olhos de Boneca - Uma História das Telecomunicações 1880-1952, Lisboa, Edições Colibri e Portugal Telecom, 1999, pp. 134-135.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Arte e Ciência no Porto


Para quem ainda não teve oportunidade, até ao próximo dia 8 de Janeiro ainda pode ir visitar a exposição "Harold Edgerton - Fragmentos de Tempo", patente na Casa Andresen (Jardim Botânico do Porto). A exposição pode ser visitada de quarta a domingo, das 14h30 às 18h30, com entrada livre.




Harold "Doc" Edgerton, foi um americano pioneiro da área da fotografia e cinematografia. Foi inventor, empreendedor, explorador e carismático professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Tinha como filosofia de vida: "Work hard. Tell everyone everything you know. Close a deal with a handshake. Have fun!".

Quem não conhece esta famosa fotografia?




Embora o seu reconhecimento venha, em grande parte, de feitos artísticos, pela captura de imagens de grande beleza, Egderton foi acima de tudo um cientista. Esteve ligado ao MIT desde que lá estudou e foi lá também que desenvolveu as suas primeiras experiências com luz estroboscópica com fotografia, e que o tornou tão célebre. Mas, as aplicações das suas descobertas vão muito mais além de uma "simples fotografia". Ao permitir parar movimentos no tempo e gravá-los em imagens fotográficas, as técnicas de Edgerton tornaram percetíveis fenómenos que, de outra forma, o olho humano não conseguiria observar. E, para chegar a essas imagens teve que criar e desenvolver equipamentos eletrónicos e fotográficos completamente novos. A observação detalhada destes fenómenos permitiu também o seu estudo científico, como foi o caso do voo do beija-flôr. 

No filme Quicker'n a Wink, galardoado com um Oscar em 1940, pode-se perceber melhor o trabalho pioneiro deste cientista/artista nessa década:




O trabalho de Harold Edgerton é um exemplo de um equilíbrio perfeito entre arte e ciência.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Fotografias Antigas (4): Cesário Verde, c. 1871




Na imagem, José Joaquim Cesário Verde (1855-1886), poeta português e talvez o nosso único poeta notável da Escola Realista. Comerciante de profissão e estabelecido em Lisboa, trabalhou na loja de seu pai, alternando com estadias na quinta familiar de Linda-a-Pastora. Praticamente desconhecido no seu tempo, foi graças ao amigo António José da Silva Pinto (1848-1911) que a sua obra permaneceu, para ser, no início do século XX, recuperada como inspiração pelos Modernistas, já que a sua estética descritiva de impressões antecipa, na Literatura, até as experiências pictóricas dos novos artistas. Recorde-se a admiração que Fernando Pessoa/Alberto Caeiro tinha por Cesário Verde.



Fonte: A imagem veio de Luís Amaro de Oliveira, Cesário Verde (novos subsídios para o estudo da sua personalidade), Coimbra, Editorial Nobel, 1944, p.3; sobre a vida do poeta, pode ver-se também o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol.2, coord. de Eugénio Lisboa, Mem Martins, Publicações Europa-América, s.d., pp. 379-386, s.v. "Verde, José Joaquim Cesário".

quinta-feira, 31 de março de 2011

Fotografias Antigas (3): Romeiros nos Arredores de Lisboa, 1907


"[O Portugal Atlântico] É por excelência a região das romarias, onde o povo vai adorar os santos em dias determinados e sempre em ar de festa e alegria. Sobretudo durante o Verão são inúmeros os santos que se visitam de maneira sempre festiva. As famílias dirigem-se a pé para o lugar da romagem: capela, igreja ou santuário, com as suas merendas e, muitas vezes, com instrumentos de música para alegrar a jornada e para a festa profana que se segue à visita aos templos e às orações devotas.", Jorge Dias, Estudos de Antropologia, Lisboa, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1990, pp. 170-171.


Notas:


1.A obra citada integra vários trabalhos de Jorge Dias (1907-1973). A citação vem de um artigo inicialmente publicado em 1960 nos Estudos e Ensaios Folclóricos em Homenagem a Renato de Almeida, Rio de Janeiro, e intitulado "Tentâmen de fixação das grandes áreas culturais portuguesas;


2.A imagem é do Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa e foi reproduzida em Joaquim Vieira, Portugal Século XX - Crónica em Imagens 1900-1910, Círculo de Leitores, 1999, p.109.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fotografias Antigas (2): Raquel Roque Gameiro, 1911

Fotografia colorida da Ilustração Portugueza, que saía uma vez por semana com O Século, de 27 de Novembro de 1911. A senhora representada, então com 22 anos, é a pintora e ilustradora Raquel Roque Gameiro (1889-1970), filha do prestigiado artista Alfredo Roque Gameiro (1864-1935). Como pintora, expôs em Lisboa, no Porto e em Londres. Ilustrou obras para crianças, nomeadamente da autoria de Ana de Castro Osório (1872-1935) e de António Sérgio (1883-1969).

Fonte:
AAVV, Percursos, Conquistas e Derrotas das Mulheres na 1ª República, coord. de Teresa Pinto, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa - Grupo de Trabalho para as Comemorações Municipais do Centenário da República - Biblioteca Museu República e Resistência, 2010, p.131.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Fotografias Antigas (1): Fundo de Socorro para as Vítimas do Titanic


O paquete transatlântico britânico Titanic, afundou-se ao chocar contra um iceberg a sul da Terra Nova. O acidente deu-se do dia 14 para 15 de Abril de 1912. Obviamente, e sendo a primeira viagem de um navio que se julgava ser altamente resistente, o facto causou um choque geral, tanto mais que, em 2224 pessoas, 1513 morreram no desastre. Para ajudar as famílias daqueles que perderam a vida, organizaram-se recolhas de fundos. O que vemos na imagem é uma criança ajudando outra a colocar um donativo numa caixa para o referido efeito.
Fonte: Nick Yapp, 150 Years of Photojournalism, Köln, Könemann, 1995, p.293. [Não conhecemos a localização exacta da fotografia, sendo que pode ser americana ou britânica, pelos dizeres em inglês na caixa.]