Os guarda-fios no século XIX eram funcionários ligados ao Ministério das Obras Públicas e tinham como função instalar, reparar e fiscalizar as linhas do telégrafo. O guarda-fios "fazia rondas habituais a pé, num perímetro chamado cantão, onde verificava a deficiência dos traçados, que incluíam postes desaprumados, espias e linhas desreguladas e isoladores partidos. Com os anos, criaram-se três tipos de traçados - telegráfico, telefónico e de altas frequências -, obrigando o guarda-fios a trabalhos suplementares." Por causa do seu trabalho que, em geral, não podia conhecer a fadiga nem os rigores do clima, eram possíveis as comunicações até onde chegava essa nova tecnologia em Portugal. Presentes desde a introdução do telégrafo em 1855, a sua visibilidade concretizava-se especialmente na possibilidade quotidiana de enviar mensagens. Apesar de todas as profissões, mais ou menos, estarem documentadas em todas as épocas históricas, a verdade é que há um certo número de trabalhos invisíveis para uma boa parte da população. Os funcionários da recolha do lixo são outro exemplo. Todavia, estes como os guarda-fios, tornavam o País num local mais confortável para os seus compatriotas.quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Fotografias Antigas (5): Guarda-Fios, c. 1902
Os guarda-fios no século XIX eram funcionários ligados ao Ministério das Obras Públicas e tinham como função instalar, reparar e fiscalizar as linhas do telégrafo. O guarda-fios "fazia rondas habituais a pé, num perímetro chamado cantão, onde verificava a deficiência dos traçados, que incluíam postes desaprumados, espias e linhas desreguladas e isoladores partidos. Com os anos, criaram-se três tipos de traçados - telegráfico, telefónico e de altas frequências -, obrigando o guarda-fios a trabalhos suplementares." Por causa do seu trabalho que, em geral, não podia conhecer a fadiga nem os rigores do clima, eram possíveis as comunicações até onde chegava essa nova tecnologia em Portugal. Presentes desde a introdução do telégrafo em 1855, a sua visibilidade concretizava-se especialmente na possibilidade quotidiana de enviar mensagens. Apesar de todas as profissões, mais ou menos, estarem documentadas em todas as épocas históricas, a verdade é que há um certo número de trabalhos invisíveis para uma boa parte da população. Os funcionários da recolha do lixo são outro exemplo. Todavia, estes como os guarda-fios, tornavam o País num local mais confortável para os seus compatriotas.domingo, 11 de dezembro de 2011
Arte e Ciência no Porto
Para quem ainda não teve oportunidade, até ao próximo dia 8 de Janeiro ainda pode ir visitar a exposição "Harold Edgerton - Fragmentos de Tempo", patente na Casa Andresen (Jardim Botânico do Porto). A exposição pode ser visitada de quarta a domingo, das 14h30 às 18h30, com entrada livre.
Harold "Doc" Edgerton, foi um americano pioneiro da área da fotografia e cinematografia. Foi inventor, empreendedor, explorador e carismático professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Tinha como filosofia de vida: "Work hard. Tell everyone everything you know. Close a deal with a handshake. Have fun!".
Quem não conhece esta famosa fotografia?
Embora o seu reconhecimento venha, em grande parte, de feitos artísticos, pela captura de imagens de grande beleza, Egderton foi acima de tudo um cientista. Esteve ligado ao MIT desde que lá estudou e foi lá também que desenvolveu as suas primeiras experiências com luz estroboscópica com fotografia, e que o tornou tão célebre. Mas, as aplicações das suas descobertas vão muito mais além de uma "simples fotografia". Ao permitir parar movimentos no tempo e gravá-los em imagens fotográficas, as técnicas de Edgerton tornaram percetíveis fenómenos que, de outra forma, o olho humano não conseguiria observar. E, para chegar a essas imagens teve que criar e desenvolver equipamentos eletrónicos e fotográficos completamente novos. A observação detalhada destes fenómenos permitiu também o seu estudo científico, como foi o caso do voo do beija-flôr.
No filme Quicker'n a Wink, galardoado com um Oscar em 1940, pode-se perceber melhor o trabalho pioneiro deste cientista/artista nessa década:
O trabalho de Harold Edgerton é um exemplo de um equilíbrio perfeito entre arte e ciência.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Fotografias Antigas (4): Cesário Verde, c. 1871

quinta-feira, 31 de março de 2011
Fotografias Antigas (3): Romeiros nos Arredores de Lisboa, 1907
"[O Portugal Atlântico] É por excelência a região das romarias, onde o povo vai adorar os santos em dias determinados e sempre em ar de festa e alegria. Sobretudo durante o Verão são inúmeros os santos que se visitam de maneira sempre festiva. As famílias dirigem-se a pé para o lugar da romagem: capela, igreja ou santuário, com as suas merendas e, muitas vezes, com instrumentos de música para alegrar a jornada e para a festa profana que se segue à visita aos templos e às orações devotas.", Jorge Dias, Estudos de Antropologia, Lisboa, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1990, pp. 170-171.
Notas:
1.A obra citada integra vários trabalhos de Jorge Dias (1907-1973). A citação vem de um artigo inicialmente publicado em 1960 nos Estudos e Ensaios Folclóricos em Homenagem a Renato de Almeida, Rio de Janeiro, e intitulado "Tentâmen de fixação das grandes áreas culturais portuguesas;
2.A imagem é do Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa e foi reproduzida em Joaquim Vieira, Portugal Século XX - Crónica em Imagens 1900-1910, Círculo de Leitores, 1999, p.109.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Fotografias Antigas (2): Raquel Roque Gameiro, 1911
Fotografia colorida da Ilustração Portugueza, que saía uma vez por semana com O Século, de 27 de Novembro de 1911. A senhora representada, então com 22 anos, é a pintora e ilustradora Raquel Roque Gameiro (1889-1970), filha do prestigiado artista Alfredo Roque Gameiro (1864-1935). Como pintora, expôs em Lisboa, no Porto e em Londres. Ilustrou obras para crianças, nomeadamente da autoria de Ana de Castro Osório (1872-1935) e de António Sérgio (1883-1969).
AAVV, Percursos, Conquistas e Derrotas das Mulheres na 1ª República, coord. de Teresa Pinto, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa - Grupo de Trabalho para as Comemorações Municipais do Centenário da República - Biblioteca Museu República e Resistência, 2010, p.131.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Fotografias Antigas (1): Fundo de Socorro para as Vítimas do Titanic


