segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
História de uma Coleção Zoológica
Podem saber mais aqui:
João Lourenço Monteiro, Between republicans and freemasons: a lost zoological collection found in a very particular school, Endeavour,42 (4), 2018: 196-199 https://doi.org/10.1016/j.endeavour.2018.07.011
terça-feira, 20 de junho de 2017
Livro "Não se deixe enganar"
Pulseiras, homeopatia e dietas milagrosas? - jornal Diário de Notícias (imprensa escrita)
Entrevistados pelo Edgar Canelas - Os dias do Futuro (rádio)
Entrevistados pela Joana Marques - As Donas da Casa (rádio)
Homeopatia e Detox? Não se deixe enganar - Observador (imprensa escrita)
Entrevistados por João Gobern e Pedro Rolo Duarte - Hotel Babilónia (rádio)
Entrevistados por Ana Daniela Soares - À volta dos livros (rádio)
Desconfiados, este livro é para vocês - revista Notícias Magazine (imprensa escrita)
Comentando teorias da conspiração - Notícias ao Minuto (imprensa digital)
O livro é mencionado a nível internacional - The Europeans Skeptics Podcast (rádio)
Entrevistados para a rádio galega, em Espanha - Efervesciência (rádio)
Outras entrevistas: revistas Activa e Saber Viver (imprensa escrita)
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Fronteiras do Pensamento
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Dia Mundial da Terra, no Museu
sábado, 6 de outubro de 2012
Viva a República!
"Viva a República
A Revolução de 1820, em 24 de agosto, o 5 de outubro de 1910 e o 25 de abril são, em Portugal, os marcos históricos da liberdade. Foram os momentos que nos redimiram da monarquia absoluta e da dinastia de Bragança; são as datas que honram e dão alento para encarar o futuro e fazer acreditar na determinação e patriotismo dos portugueses.
Comemorar a República é prestar homenagem aos cidadãos que não quiseram continuar vassalos. O 5 de Outubro de 1910 não se limitou a mudar de regime, foi portador de um ideário libertador que as forças conservadoras tudo fizeram para boicotar.
Com a monarquia caíram os privilégios da nobreza, o imenso poderio da Igreja católica e os títulos nobiliárquicos. Ao poder hereditário e vitalício sucedeu o escrutínio do voto; aos registos paroquiais do batismo, o Registo Civil obrigatório; ao direito divino, a vontade popular; à indissolubilidade do matrimónio, o direito ao divórcio; à conivência entre o trono e o altar, a separação da Igreja e do Estado.
Há 102 anos, ao meio-dia, na Câmara Municipal de Lisboa, José Relvas proclamou a República, aclamada pelo povo e vivida com júbilo por milhares de cidadãos. É essa data gloriosa que amanhã se evoca, prestando homenagem aos seus heróis.
Cândido dos Reis, Machado dos Santos, Magalhães Lima, António José de Almeida, Teófilo Braga, Basílio Teles, Eusébio Leão, Cupertino Ribeiro, José Relvas, Afonso Costa, João Chagas e António José de Almeida, além de Miguel Bombarda, foram alguns desses heróis que prepararam e fizeram a Revolução.
Afonso Costa, uma figura maior da nossa história, honrado e ilustríssimo republicano, suscitou o ódio de estimação das forças mais reacionárias e o vilipêndio do salazarismo. Também por isso lhe é devida a homenagem de quem ama e preza os que serviram honestamente a República.
Há quem hoje vire as costas à República que lhe permitiu o poder, quem despreze os heróis a quem deve as honrarias e esqueça a homenagem que deve. Há quem se remeta ao silêncio para calar um viva à República e se esconda com vergonha da ingratidão, ou saia do país com medo do desprezo.
Não esperaram honras nem benefícios os heróis do 5 de outubro. Não se governaram os republicanos. Foram exemplo da ética por que lutaram. Morreram pobres e dignos.
Glória aos heróis do 5 de Outubro. Viva a República."
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
In Memoriam: Augusto Monteiro Valente
Homenagem ao major-general Augusto José Monteiro Valente
Cidadão e Cidadãs
Em nome do Movimento Republicano 5 de Outubro (MR5O) de Coimbra
Em nome da Associação 25 de Abril, por solicitação expressa do seu presidente, Vasco Lourenço, e aqui representada pelos cidadãos Luís Curado e Amadeu Carvalho Homem, respetivamente vice-presidente da Direção e presidente da Assembleia-Geral da Delegação Centro, integrada nas Comemorações do 5 de Outubro, vai prestar-se homenagem
Ao major-general Augusto José Monteiro Valente
Aos 68 anos, ao fim da tarde do dia 3 de setembro, enquanto o país ardia, o general Monteiro Valente deixou-nos. Partiu mais um capitão de Abril, um militar que amou a Pátria e honrou a farda, um cidadão que arriscou a vida para que Portugal tivesse uma democracia.
Fez na Guiné uma comissão onde o PAIGC já dominava o terreno e tinha superioridade militar. Partiu sem três dos quatro alferes, que desertaram antes do embarque. O último desertou depois. Aguentou, com os furriéis e os soldados, o isolamento quebrado pelos reabastecimentos lançados a grande altura de aviões que evitavam o derrube pela artilharia inimiga. Os mantimentos e munições nem sempre acertavam no alvo, que era o aquartelamento. Portou-se com bravura e percebeu aí que aquela guerra injusta já não tinha saída militar. Adquiriu a sua consciência política, com mortos para chorar, feridos para evacuar e vivos para confortar.
Foi dos mais brilhantes militares portugueses e dos mais empenhados no 25 de Abril. Transferido de Lamego, na sequência do 16 de março, com o regime receoso do seu prestígio e determinação, conseguiu sublevar o Regimento da Guarda (RI 12), onde acabara de chegar, prender o comandante, e marchar para Vilar Formoso a desarmar a Pide e controlar a fronteira ao serviço do Movimento das Forças Armadas enquanto, do outro lado, a polícia, nervosa, temia uma última loucura do genocida Francisco Franco a quem tanto agradaria fazer abortar a Revolução Portuguesa que, em breve, exportaria a democracia para lá da fronteira. Fez parte do punhado de heróis que restituíram a Portugal a dignidade e aos portugueses a liberdade.
Nunca mais deixou de estar na trincheira dos que acima da vida puseram a defesa da democracia. Licenciou-se em História, graduou-se em Estudos Europeus, foi o primeiro oficial-general a comandar a Brigada Territorial 5, em Coimbra, e terminou a carreira militar como 2.º Comandante-Geral da GNR em 2003, porque o ministro da Defesa, Paulo Portas, sempre viu nos heróis de Abril os implicados numa sublevação.
Aliou a intervenção cívica permanente ao contínuo aperfeiçoamento do saber, com um extremo respeito pela Constituição e pelo sufrágio popular. Era investigador associado do Centro 25 de Abril e do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra. Foi um excelso militar e um ilustre académico.
Foi membro da Comissão Cívica de Coimbra para as comemorações do Centenário da República e da atual comissão para defesa do feriado da data fundadora do regime. Era o presidente da Delegação Centro da Associação 25 de Abril onde, durante quatro anos tive a honra de ser seu vice-presidente e de conhecer a dimensão ética, a capacidade de trabalho e a qualidade intelectual do amigo de quase quarenta anos.
Desdobrou-se em conferências, artigos, tertúlias e palestras nas escolas onde levou aos alunos os princípios republicanos do amor à Pátria, à liberdade e à democracia. Recusou sempre o título de herói com o mesmo desprendimento com que recusou uma promoção por mérito que o Conselho da Arma lhe atribuiu pela reconhecida competência militar.
Honrou a divisa da Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Deu o exemplo e foi militante da trilogia que continua a ser a matriz do regime republicano e o lema democrático. Defendeu a laicidade como imperativo de um Estado moderno e a Igualdade como base da justiça social. Fez tudo o que pôde e o que devia. Foi para nós, membros do MR5O, um exemplo e o motor de um projeto de pedagogia cívica que temos a obrigação de prosseguir.
Monteiro Valente era um homem de uma integridade à prova de bala, com um elevado sentido da honra e do cumprimento do dever, um cidadão exemplar e um democrata.
O seu discurso da tomada de posse como comandante da Brigada de Coimbra foi uma lufada de ar fresco que percorreu a GNR. Alguns oficiais contorciam-se na tribuna e olhavam de soslaio à espera de ver a reprovação das palavras do seu comandante que preferiu advertir os militares em parada de que mais importante do que a ordem, que lhes cabia manter, era o respeito pela Constituição e a defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos que ela consagrava. As autoridades locais primaram pela ausência mas, talvez pela primeira vez, em Coimbra, no comando da GNR, sob as estrelas de um oficial general brilhou um cidadão civilista que substituiu a cultura de caserna pela da cidadania.
Teve, como poucos, a noção de que a democracia só é plena em regime republicano, onde há cidadãos e não vassalos, onde se exoneram os poderes hereditários e vitalícios, onde ao alegado direito divino se sobrepõe a legitimidade do sufrágio popular. Por isso, se insurgiu contra a traição de quem rasgou do calendário o feriado comemorativo da data que mudou Portugal e foi a pedra basilar da democracia, ofendendo a cidadania, os heróis da Rotunda e a história, vilania que nem a ditadura ousou.
Partiu destroçado com o rumo dos acontecimentos políticos, de mal com o estado a que o País chegou, revoltado com a deriva ultraliberal, que o amargurava, receoso do futuro da liberdade que ajudou a conquistar.
Portugal e a democracia estão mais pobres. A família e os amigos ficaram destroçados.
Mas o seu exemplo, os seus valores e a sua generosidade ficarão como símbolos. Ele foi o melhor de nós e aquele que a História há de recordar. Quis apenas um ramo de acácia e três cravos vermelhos sobre o caixão, antes de ser cinza, mas nos nossos corações hão de florir sempre os cravos que ele plantou e a República que sonhou.
Viva o 5 de Outubro! Viva o 25 de Abril! Viva Portugal!
(Discurso proferido em Coimbra, às 12H30, junto ao monumento ao 25 de Abril)"
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
A opinião de Carrier
Uma opinião a reflectir sobre o estudo da história. Diz Richard Carrier que temos de ser cautelosos com as publicações de história escritos antes da década de 1950. As razões por ele apresentadas encontram-se no seu blog: http://richardcarrier.blogspot.pt/2007_04_01_archive.html
Quererão os nossos leitores da área da história comentar?
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Ciência no Verão 2012
Pode
encontrar actividades laboratoriais, observação de estrelas, saídas de campo,
visitas aos faróis, ateliers
científicos para crianças e muito mais. Estas iniciativas são desenvolvidas por
associações, jardins botânicos, universidades, e outras instituições.quarta-feira, 21 de março de 2012
Os erros do bispo
No dia 13 de Março, D. António Vitalino Dantas, bispo de Beja, foi notícia em vários jornais devido aos seus comentários sobre o período de seca que estamos a viver (sigo a notícia do site da Rádio Renascença aqui). As afirmações do bispo deixaram-me boquiaberto, tamanha a ignorância revelada pelo mesmo. Bom, façamos uma análise cuidada das suas sentenças, ponto a ponto.
- Site da RR: "Bispo de Beja lamenta falta de orações por chuva"
Outras leituras:
- Luis Filipe Torgal, "As aparições de Fátima", Temas e Debates
- Tomás da Fonseca, "Na cova dos leões", Antígona
domingo, 25 de dezembro de 2011
Votos de Boas Festas!

"Sob a chaminé estala e dança a grande fogueira do Natal: a sua luz rica faz parecer de ouro os cabelos louros, e de prata as barbas brancas.
Tudo está enfeitado como numa páscoa sagrada: dos retratos dos avós pendem ramos de flores de Inverno, as flores da neve, e todas as pratas da casa cintilam sobre os aparadores, numa solenidade patriarcal.
(...)
E por corredores e salas, as crianças, os bebés, com os cabelos ao vento, vestidos de branco e cor-de-rosa, correm, cantam, riem, vão a cada momento espreitar os ponteiros relógio monumental, porque à meia-noite chega Santo Claus, o venerável Santo Claus que tem três mil anos de idade e um coração de pomba, e que já a essa hora vem caminhando pela neve da estrada, rindo com os seus velhos botões, apoiado ao seu cajado, e com os alforges cheios de bonecos.
(...)
Também, como eles o adoram, o bom Claus! E apenas ele chegar, como correrão todos, em triunfo, a puxá-lo para o pé do lume, a esfregar-lhe as decrépitas mãos regeladas, a oferecer-lhe uma taça de prata cheia de hidromel quente - que ele bebe de um trago, o glutão! Depois abrem-se-lhe os alforges. Quantas maravilhas!..."
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Resgatando uma vítima do terramoto de 1755

Esta imagem pintada a óleo que se encontra na exposição permanente do Museu da Cidade de Lisboa, é um ex-voto da segunda metade do século XVIII. Um ex-voto consiste numa oferenda a uma divindade, em agradecimento por uma graça concedida em tempos difíceis. Para os Católicos, tem expressão num objecto primeiramente prometido e depois oferecido a Deus, a Nossa Senhora ou aos Santos, agradecendo uma prece formulada e por algum d' Eles atendida. No caso em apreço, Leonardo Rodrigues, provavelmente residente em Lisboa, dedica esta pintura a Nossa Senhora da Estrela, por ter conseguido encontrar a filha de três anos com vida, entre as ruínas da sua habitação, na sequência do terramoto de 1 de Novembro de 1755. O texto que acompanha a imagem (abaixo reproduzido) é uma expressão notável da fé católica e, pode pensar-se, a súplica deste homem terá tido a atenção dos Céus. Todavia, Leonardo Rodrigues não ficou inactivo: fez a sua promessa e depois pôs-se a procurar a filha, o que lhe demorou sete horas. Isto prova que, para aqueles que têm fé, é mais saudável pensar que a divindade tem um papel, mas que o crente também, pois os desejos não se devem esgotar nas preces. O quadro representa essa mesma ideia: um grupo de homens (entre os quais figurará o pai da criança) removendo os obstáculos das ruínas, com o patrocínio de Nossa Senhora que aparece no canto superior esquerdo.
"A nossa Senhoª da Estrella/voto que no terremoto de 1755 fez/Leonardo Rodrigues; porque fal/tando-lhe huma filha de 3 anos/invocando ajudª Santissima a achou depo/es de 7 horas nas ruinas das su/as cazas com huma tão perigosa/ferida na cabeça, que atribue a sua/vida à intercessão da Soberana/Senhora."
A imagem e a frase vêm reproduzidas no site do Museu da Cidade de Lisboa: http://www.museudacidade.pt/Coleccoes/Pintura/Paginas/Ex-voto-a-Nossa-Senhora-da-Estrela.aspx.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Os Teatros de Lisboa

domingo, 19 de dezembro de 2010
História da Vida Privada em Portugal
sábado, 18 de dezembro de 2010
Venerável Bede (67?-735)
[1] A New Caxton Encyclopedia, vol.2, London, The Caxton Publishing Company, 1973, p.617, s.v. “Bede, the Venerable”, diz 672; já a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol.4, Lisboa – Rio de Janeiro, Editorial Enciclopédia Limitada, s.d., p.414, s.v. “Beda (O Venerável)” e a Lexicoteca – Moderna Enciclopédia Universal, dir. e coord. de Leonel Moreira de Oliveira, vol.III, Círculo de Leitores, 1986, p.150, s.v. “Beda “O Venerável”, apontam para 672 ou 673.
[2] The New Caxton Encyclopedia, vol.2, p.617, s.v. “Bede, the Venerable”.
[3] Lexicoteca – Moderna Enciclopédia Universal, vol.III, p.150, s.v. “Beda “O Venerável”.
[4] Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol.4, p.414, s.v. “Beda (O Venerável)”.
[5] The New Caxton Encyclopedia, vol.2, p.617, s.v. “Bede, the Venerable”
[6] The New Caxton Encyclopedia, vol.2, p.617, s.v. “Bede, the Venerable”.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Exposição "Profissões com História" no Centro Cultural D. Dinis, em Porches
Fonte: Gazeta de Lagoa, Director e Editor: Arthur Ligne, Sexta-feira, 19-11-2010, 22º ano, Nº 1045
sábado, 16 de outubro de 2010
Júlio Carrapato - Sobre a importância da Reflexão
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Viva a República!
domingo, 3 de outubro de 2010
Ciclo de Conferências - 100 anos da República
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
A Sociedade Medieval Portuguesa
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Canções com História
(2)- Música pode ser ouvida aqui




