Este sábado, às 18h30, vai haver mais uma atividade paralela na exposição "Invasão da Casa Andresen". Esta iniciativa é uma sessão poética, intitulada "Asas de Poesia", acompanhada com alguma música, e é de entrada gratuita.
Se quiserem visitar a exposição de taxidermia, com os animais selvagens espalhados por todo um piso às escuras, pode fazê-lo, sozinho ou em família. A entrada na exposição tem um custo de 2,5€ (adultos), 1,5€ (crianças e maiores de 65 anos). Crianças até aos 5 anos têm entrada gratuita.
Mais informações em www.invasaodacasaandresen.up.pt
Por vários dos autores serem biólogos, já aqui escrevemos sobre sobre a temática da evolução das espécies e sobre o naturalista Charles Darwin. Já apresentámos textos explicativos e já sugerimos a leitura de excelentes livros de divulgação sobre o tema. Trago agora um vídeo musical para complementar os trabalhos anteriores, que merece ser visionado.
No video em baixo reecontramos o grande divulgador de ciência David Attenborough, a quem já nos habituámos a ver e a ouvir nos documentários da BBC sobre a vida selvagem; e o biólogo britânico Richard Dawkins. O título da música, "The Greatest Show on Earth", é uma homenagem ao trabalho de divulgação de Dawkins, que escreveu um livro com o mesmo nome, em 2009. O livro está traduzido para português, com o título "O espectáculo da vida".
E porque se está a aproximar a data de mais uma interessantíssima exposição sobre a temática evolutiva, veio-me à memória uma música que já não ouvia há muito tempo, e cujo título se adequa ao meu trabalho das últimas semanas (que é a montagem da referida exposição sobre Evolução, e onde irei trabalhar nos próximos meses).
“Do the Evolution” é uma música da banda de Rock americana Pearl Jam, da autoria do vocalista Eddie Vedder (letras) e do guitarrista Stone Gossard (música), fazendo parte do álbum “Yield” (1998).
De acordo com a banda, a escrita das músicas foi influenciada pelo livro “Ishmael”, de Daniel Quinn[1], que relata a história de um símio capaz de comunicar telepaticamente com um ser humano, reflectindo sobre os problemas da humanidade. Se ouvirmos a música e observarmos o videoclip, deparamo-nos com uma visão catastrófica do futuro, uma destruição apocalíptica do mundo pelo homem, típica das décadas 80/90. Olhando para um passado feito de guerras e destruição, desde os nossos antepassados primitivos até a um presente próximo, ao longo de uma história de milhões de anos, somos levados a concluir que no final seremos a causa da nossa própria destruição e de tudo o que nos rodeia.
Nota:
Com este texto pretendo apenas relembrar a música (para uns) ou dá-la a conhecer (a outros), assim como fornecer alguma informação extra de interesse e exibir o vídeo oficial. Não pretendo abordar a evolução humana ou analisar a aproximação do filme à realidade, isso poderá ficar para outros textos. É mais sobre divulgação de música e menos de ciência.
Já temos falado neste blog da história enquanto disciplina própria, mas também de outras suas vertentes, como a história regional ou a história das ciências. No entanto, pouco ou nada abordámos da história da música. Vou então dar um primeiro passo e desbravar caminho. Acompanhem-me.
Não sendo um especialista no tema, não vou discorrer sobre a história desta arte, mas antes divulgar alguns trabalhos recentes na área. Começo por referir a “Antologia da Música Europeia – dos trovadores a Beethoven” (década de 1970), da Sassetti, representando apenas a música ocidental europeia, e tendo início na Idade Média e Renascimento (Volume I) até ao século XIX (último volume). Esta antologia, para além dos livros, possui também uma colecção de discos em vinil.
Nas duas décadas que se seguiram, com maior ênfase na década de 1990, habituámo-nos a ver na televisão os programas do Vitorino de Almeida (n. 1940), compositor, maestro e escritor português. Esta programação de índole cultural pretendia dar a conhecer à população boa música, principalmente a designada música erudita (tem este nome em contraste com a música popular). No seguimento desta vontade de contribuir para a educação musical dos portugueses, informa, numa entrevista ao jornal “Público” (2009), que pretende leccionar um curso de História da Música para a população em geral (1).
Actualmente, na Antena3, rádio estatal, é possível ouvir a rubrica “Canções com história”, em que os apresentadores explicam o contexto em que certas músicas foram criadas, ou o evoluir da musicalidade de um determinado grupo, os percursos de algumas bandas, etc. Como é habitual em quem investiga história, de quando em quando depara-se com alguns acontecimentos que, de tão caricatos, tornam-se hilariantes. Hoje (dia 8 de Setembro), a rubrica falou de uma música da banda “Marcy Playground”. Segundo o relato do apresentador do programa, um dos músicos da banda encontrava-se a namorar com a sua companheira no quarto do campus universitário, quando foram apanhados pela colega de quarto da namorada, que ao entrar terá proferido: “smells like sex and candy”, qualquer coisa como “cheira a sexo e rebuçado”. Esta expressão ficou gravada na mente do músico e foi sendo trabalhada ao longo dos anos, até que, em 1998, editou a música intitulada “Sex and candy”, que voltou a ser tocada nas rádios (2).