Pedimos a toda a sociedade influente – instituições políticas, partidos, movimentos sociais, instituições académicas, coletividades populares, etc. – que devem prioridade a todas as ações, forçosamente de grande complexidade interdisciplinar, que promovam a educação cívica e, principalmente, o que lhe está subjacente, a formação da mentalidade racional e crítica.Para saber mais, consulte o Manifesto Racionalista.
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sexta-feira, 26 de abril de 2019
Manifesto Racionalista
É interessante constatar que há cada vez mais pessoas a mobilizarem-se para defender a razão e o pensamento crítico. Quando parece que somos bombardeados de vários lados por desinformação, pseudociências e alegações sem fundamento, ao ter conhecimento que foi recentemente lançado um Manifesto Racionalista só posso sentir-me esperançoso. Foi o professor João Vasconcelos Costa quem me fez chegar este documento, onde se pode ler a seguinte passagem que revela uma importante preocupação social:
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terça-feira, 20 de junho de 2017
Livro "Não se deixe enganar"
Foi recentemente publicado o livro de divulgação científica "Não se deixe enganar", em cuja autoria se encontram alguns dos colaboradores deste blogue. O livro, editado pela Contraponto, uma chancela do grupo Bertrand, foi escrito por quatro membros da associação COMCEPT - Diana Barbosa, João Lourenço Monteiro, Leonor Abrantes e Marco Filipe - e conta com um prefácio da autoria do professor de física Carlos Fiolhais e do bioquímico David Marçal.
Para conhecer o nosso primeiro livro, partilhamos algumas ligações:
[irão ser atualizadas à medida que surjam novidades]
Pré-publicação em que se fala da bandolete quântica - jornal Público (imprensa escrita)
Pulseiras, homeopatia e dietas milagrosas? - jornal Diário de Notícias (imprensa escrita)
Pulseiras, homeopatia e dietas milagrosas? - jornal Diário de Notícias (imprensa escrita)
O livro do dia - TSF (rádio)
Entrevistados pelo Aurélio Gomes, no programa Inferno - Canal Q (televisão)
Entrevistados pelo Fernando Alvim - Prova Oral (rádio)
Entrevistados pelo Edgar Canelas - Os dias do Futuro (rádio)
Entrevistados pela Joana Marques - As Donas da Casa (rádio)
Homeopatia e Detox? Não se deixe enganar - Observador (imprensa escrita)
Entrevistados por João Gobern e Pedro Rolo Duarte - Hotel Babilónia (rádio)
Entrevistados por Ana Daniela Soares - À volta dos livros (rádio)
Entrevistados pelo Edgar Canelas - Os dias do Futuro (rádio)
Entrevistados pela Joana Marques - As Donas da Casa (rádio)
Homeopatia e Detox? Não se deixe enganar - Observador (imprensa escrita)
Entrevistados por João Gobern e Pedro Rolo Duarte - Hotel Babilónia (rádio)
Entrevistados por Ana Daniela Soares - À volta dos livros (rádio)
Apresentação pelo editor, Rui Couceiro - Facebook (rede social)
Os 10 melhores conselhos do livro - revista GQ Portugal (imprensa escrita)
Desconfiados, este livro é para vocês - revista Notícias Magazine (imprensa escrita)
Desconfiados, este livro é para vocês - revista Notícias Magazine (imprensa escrita)
Sugestões de livros, por Marco Neves - Sapo24 (imprensa digital)
Comentando teorias da conspiração - Notícias ao Minuto (imprensa digital)
O livro é mencionado a nível internacional - The Europeans Skeptics Podcast (rádio)
Entrevistados para a rádio galega, em Espanha - Efervesciência (rádio)
Outras entrevistas: revistas Activa e Saber Viver (imprensa escrita)
Comentando teorias da conspiração - Notícias ao Minuto (imprensa digital)
O livro é mencionado a nível internacional - The Europeans Skeptics Podcast (rádio)
Entrevistados para a rádio galega, em Espanha - Efervesciência (rádio)
Outras entrevistas: revistas Activa e Saber Viver (imprensa escrita)
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terça-feira, 8 de novembro de 2016
ComceptCon 2016 - O Cérebro
A COMCEPT - Comunidade Céptica Portuguesa, associação de promoção de ciência e pensamento crítico, está a organizar mais uma convenção anual, dirigida a todos os que se interessam por Ciência. A ComceptCon 2016 será dedicada ao Cérebro.
O evento terá lugar na Praça Coronel Pacheco, no Pólo das Indústrias Criativas da UPTEC, no Porto, no dia 19 de Novembro, a partir das 10h. A entrada é gratuita, mas a inscrição é obrigatória (para garantir que há coffee break para todos).
O evento terá lugar na Praça Coronel Pacheco, no Pólo das Indústrias Criativas da UPTEC, no Porto, no dia 19 de Novembro, a partir das 10h. A entrada é gratuita, mas a inscrição é obrigatória (para garantir que há coffee break para todos).
Para saberem mais, consultem o nosso site.
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quarta-feira, 24 de abril de 2013
Fronteiras do Pensamento
Entrevista ao sociólogo Zygmunt Bauman, em que ele fala sobre a condição do indivíduo. Para escutar e reflectir.
Entrevista retirada daqui
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Promovendo o Pensamento Crítico
Quem por aqui passa, já deve ter reparado que o blogue tem andado parado. Tal deve-se à intensa vida académica, assim como a novos projectos que os colaboradores abraçaram recentemente.
Um desses projectos, e que já aqui mencionámos, é a COMCEPT - Comunidade Céptica Portuguesa, que pretende promover o pensamento crítico com recurso ao método científico.
Em menos de um ano já cumprimos vários objectivos: realizamos tertúlias mensais, mantemos o site com alguma regularidade, e até já realizámos a nossa primeira grande conferência que decorreu na Nazaré.
Um dos nossos objectivos é alertar para as pseudociências, tentando informar as pessoas, esclarecendo-as sobre como distinguir entre ciência e falsa ciência. Por falar nisso, remeto para a divulgação de mais um livro dos cientistas Carlos Fiolhais e David Marçal (os mesmo autores de Darwin aos tiros), Pipocas com telemóveis.
Ainda sobre pseudociência, a revista Super Interessante também dedicou várias páginas a esta temática, no número deste mês (ver).
E para terminar, informa-se que a próxima tertúlia Cépticos com Vox decorrerá brevemente no Café Progresso, no Porto, com o tema Cepticismo na Escola. Esta é uma tentativa de descentralizar as nossas iniciativas, de modo a chegar a um maior número de seguidores.
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segunda-feira, 16 de abril de 2012
Campanha 10:23
Este ano vai decorrer mais uma "Campanha 10:23" que pretende sensibilizar os cidadãos para a ineficácia da homeopatia, assunto a que já demos alguma atenção neste blogue. A iniciativa vai decorrer já neste sábado, dia 21 de Abril, às 10h, no jardim do Príncipe Real, em Lisboa.
A organização estará a cargo da COMCEPT - Comunidade Céptica Portuguesa, da qual dois dos autores deste blog fazem parte.
Para mais informações consultem:
- o comunicado de imprensa: http://comcept.org/2012/04/16/press-release-campanha-1023/
- o site: www.comcept.org
Apareçam!
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quarta-feira, 21 de março de 2012
Os erros do bispo
No dia 13 de Março, D. António Vitalino Dantas, bispo de Beja, foi notícia em vários jornais devido aos seus comentários sobre o período de seca que estamos a viver (sigo a notícia do site da Rádio Renascença aqui). As afirmações do bispo deixaram-me boquiaberto, tamanha a ignorância revelada pelo mesmo. Bom, façamos uma análise cuidada das suas sentenças, ponto a ponto.
1) Primeiro dá a entender que as orações trazem chuva, o que reflecte uma superstição bacoca. Tentemos explicar ao senhor bispo o que qualquer criança de 10 anos sabe: o ciclo da água.
Devido ao calor fornecido pelo sol, a água dos rios, lagos e oceanos evapora formando nuvens; assim, a água fica armazenada no estado gasoso na atmosfera. Quando estiverem reunidas as condições atmosféricas de temperatura e pressão verifica-se a precipitação sob a forma de água, neve ou granizo, voltando a água aos rios, lagos e oceanos, completando o ciclo. A água que ficar retida nos solos também é importante para o desenvolvimento das plantas, libertando vapor de água durante a fotossíntese, ou para os animais que também libertam vapor de água na respiração e transpiração. Assim se completa o ciclo (ver imagem abaixo). Como se pode ver, neste processo natural não entram orações, e mesmo se entrassem o resultado seria ineficaz.
Imagem retirada daqui
2) Como referido pela RR, segundo o bispo, os agricultores têm mais esperança nos subsídios da União Europeia do que em deus: "(...) a maioria da população não acredita na providência divina, mas somente na previdência de Bruxelas". - Eis o meu comentário: e fazem os agricultores muito bem. Nem quero pensar na desgraça que seria se os agricultores estivessem à espera que deus (qualquer um deles) viesse resolver os problemas; da UE pode não vir chuva, mas podem vir subsídios para alimentar famílias. Ou seja, o comentário do bispo, é de uma enorme irresponsabilidade, caso houvesse alguém que fizesse caso do que diz. No entanto, isto deixa-me cheio de esperança, pois mostra a todos que os portugueses têm espírito crítico, sabem pensar por si, e já não seguem cegamente o clero.
3) Não fosse tudo isto suficiente, o bispo continua a insultar a inteligência dos portugueses e a mostrar a sua crendice e obscurantismo, agora referindo-se a Fátima! Segundo o mesmo, os católicos dão menos atenção à Bíblia e à virgem Maria, pelo que afirma, e cito: “Afinal, as recomendações de Jesus no evangelho e de Nossa Senhora aos pastorinhos de Fátima, pedindo oração e sacrifícios pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo não encontram eco nos nossos ouvidos”. A isto eu digo: pois não, felizmente não encontram eco nos nossos ouvidos.
Será que o bispo pretende ressuscitar a mentira de Fátima? Será que o bispo espera que os portugueses acreditem que o sol bailou na Cova da Iria (fenómeno impossível de acontecer)? E que acreditem que apareceu por lá a virgem Maria, apesar dos inúmeros relatos que afirmam que não aconteceu nada? Pretende que os pobres dos portugueses continuem a gastar as suas parcas poupanças em peregrinações e no negócio de Fátima, em vez de investirem esse dinheiro nas suas vidas pessoais?
Passemos a voz a quem sabe. Termino com um comentário de um padre português:
- Site da RR: "Bispo de Beja lamenta falta de orações por chuva"
Outras leituras:
- Luis Filipe Torgal, "As aparições de Fátima", Temas e Debates
- Tomás da Fonseca, "Na cova dos leões", Antígona
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Combate à Fraude
Quando este blog foi criado, os fundadores tinham em mente a divulgação de conhecimento factual e com recurso a fontes fidedignas, de modo a promover o conhecimento e lutar contra a ignorância. Este espaço pretende ser um local instrutivo, de partilha de saberes que vamos adquirindo ao longo da nossa formação ou actividade profissional, na esperança de que a informação aqui colocada seja, de algum modo, útil aos nossos leitores.
Na foto: Neil deGrasse Tyson, astrofísico, director do Planetário Hayden e divulgador de ciência.
Tradução: Literacia Científica é a vacina contra os charlatães do mundo que iriam explorar a sua ignorância.
Na senda do trabalho que temos vindo a desenvolver, passaremos a prestar alguma atenção a mitos e a pseudociências enraizadas nalguns segmentos menos esclarecidos da nossa sociedade. Denunciaremos casos que consideremos flagrantes e tentaremos esclarecê-los. Há vários casos de pseudociências que, de uma maneira ou de outra, poderão ser prejudiciais aos indivíduos ou à sociedade, e portanto devem ser apontados e clarificados. A título de exemplo, refiro-me à opção pela homeopatia em vez da medicina convencional (1), a astrologia e o tarot, e a negação da ciência, só para citar alguns temas - muitos dos quais podem ser considerados fraudes.
A propósito deste post, deixo uma animação humorística que retrata também esta preocupação. Resumidamente, trata-se de um diálogo poético entre Tim Minchin, um rapaz racional e defensor do conhecimento científico, e "Storm", uma rapariga que é o reflexo do típico negacionista da ciência.
(1) - A temática homeopática já foi aqui abordada no nosso blog, mas continuaremos a prestar mais atenção ao assunto.
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Sobre a Homeopatia
"Ciência na Imprensa Regional - Ciência Viva" é um projecto da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, coordenado pelo Dr. António Piedade. Esta iniciativa pretende levar o conhecimento científico e a compreensão do mesmo a um maior número de pessoas, e promover a secção de Ciência nos Media, através das publicações regionais.
Sendo que dois dos colaboradores deste blog colaboram no projecto, disponibilizo aqui um texto da minha autoria, que saiu no Diário de Coimbra (25-10-2011):
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Saúde Pública – Parte 1
Vacinação – Uma grande conquista
A Europa do século XVIII assistiu a uma crescente preocupação com a Saúde Pública, sendo uma das razões o decréscimo populacional que se verificava. Para inverter esta situação, vários médicos e filósofos contribuíram com tratados tendo em vista uma melhoria ao nível da saúde, educação e da vida em sociedade. Uma das maiores conquistas ao nível da Medicina foi conseguida no século XVIII. Refiro-me à vacinação, método preventivo descoberto pelo médico escocês Edward Jenner (1749-1823), que contribuiu para o aumento do vigor físico da população, assim como da esperança média de vida.
Breve história da vacinação: Após aturados estudos que terão durado cerca de três décadas, E. Jenner apercebeu-se que as leiteiras infectadas por uma varíola que só era prejudicial às vacas, sem gravidade para humanos (cow-pox) ficavam imunes à varíola humana (small-pox). Assim, Jenner inoculou uma criança com a cow-pox, que, como demonstrado por experiências, ficou imune à varíola transmitida por humanos. Após alguns anos deu-se finalmente início à prevenção anti-variólica. (1)
Os resultados no presente: A vacinação conseguiu uma enorme vitória a nível mundial: a erradicação da Varíola. Esta doença que foi, durante séculos, responsável pela morte de milhões de pessoas, foi considerada erradicada pela Organização Mundial de Saúde, em 1980.
Em Portugal, criou-se o Plano Nacional de Vacinação (PNV), em 1965, e desde aí têm-se verificado consideráveis melhorias no combate a determinadas doenças infecciosas. Vejamos os números: No final de 1965 tinham sido identificados 292 casos de Poliomielite, e no ano seguinte, após vacinação, o número baixou para apenas 13 casos (diminuição de 96%!). Em 1966 registaram-se 1010 casos de difteria e 973 casos de tosse convulsa, no ano seguinte, após vacinação massiva de crianças, verificou-se uma redução para 479 casos e 493 casos, respectivamente (decréscimo de 50%). (2)
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Saúde Pública – Parte 2
Uma nova Idade das Trevas?
Apesar dos inquestionáveis avanços das ciências e da medicina, e dos excelentes resultados obtidos ao longo dos anos através da vacinação, parece surgir um grupo de pessoas que recusa vacinar os seus filhos, segundo noticia o jornal Público (3), resultado de crenças infundadas e de desinformação, na minha opinião. Esta situação está a levar a uma realidade alarmante em que se verifica um ressurgimento do Sarampo na Europa, doença que deveria ter sido erradicada até 2010, mas, devido a estes acontecimentos, a meta foi adiada até 2015. Esta situação é especialmente preocupante em França, em que houve um aumento considerável o número de casos: 1544 em 2009 para 7316 Janeiro a Maio de 2011.
Em Portugal também há seguidores destas ideias bacocas, e leva-me a questionar caso os habitantes de outros países se atirassem ao mar se estas pessoas os iriam seguir sem reflectir. Digo isto, porque só quem não se dedica a pensar minimamente é que pode possuir este tipo de comportamento. Sei que as minhas palavras são duras, mas o caso é sério, e portanto vou justificar com base nas afirmações dos defensores destas ideias peregrinas. Vejamos caso a caso (4):
a) M.F. afirma que é através da alimentação que irá fortalecer o sistema imunitário da sua filha e não através das vacinas; e refuta o que outros pais dizem quando apelidam a sua atitude de irresponsável, afirmando que ela é que é “responsável”, e cito, “porque tomou nas suas mãos o papel de fazer tudo para que a sua filha seja saudável, sem vacinas que julga serem desnecessárias”. A alimentação é relevante para o correcto desenvolvimento de qualquer pessoa, mas as vacinas também são extremamente importantes para a prevenção de certas doenças, como os números acima comprovam. Além disso, a alimentação por si só não tem propriedades mágicas de cura – só alguém com baixo nível de literacia acredita nisso. Na segunda parte da afirmação ao dizer que ela é que é a “responsável” porque não vacina a filha, indirectamente acaba por acusar os outros pais, que têm uma atitude correcta, de irresponsáveis. Uma vez que a vacinação quebra a corrente de transmissão de doenças, gostaria de saber se a senhora M.F. pensa que pode ser a responsável pela continuação de certas doenças.
b) a senhora E.V. afirma que os filhos nunca tiveram nenhuma doença que apareça no PNV, e portanto acha que a vacinação não é necessária. Eu respondo: É precisamente graças ao PNV que se verifica um reduzido número de casos de doenças perigosas, e daí a reduzida probabilidade dos filhos de E.V. de serem infectados. Se não houvesse vacinação, haveria mais casos, e provavelmente hoje a senhora E.V. já não teria os quatro filhos. Dá que pensar. Além disso, demonstra as fontes em que se apoia: “… com a net é mais fácil” (5).
c) H.T., pai de dois rapazes, também recusa vacinar os seus filhos, apoiando-se em informação que também encontra na internet (6). Como todos deveriam saber, a internet nem sempre é fonte de informação fidedigna pois essa informação pode ser escrita por qualquer pessoa que não domine a área em questão; portanto devemos ser cautelosos na informação que se procura na Web, e existem algumas dicas para seleccionar sites fidedignos, como por exemplo páginas sem publicidade, sites institucionais, textos escritos por especialistas, entre outros. Para casos destes, a minha sugestão seria que estas pessoas consultassem especialistas em saúde em vez de curandeiros, e foi isso que o Público fez. Os médicos de várias especialidades, como seria de esperar, vieram criticar esta atitude de anti-vacinação, e explicar os benefícios das vacinas para a população.
Deixo ao critério de cada cidadão optar por ideias sem fundamento científico ou seguir a voz dos especialistas. (Embora, pessoalmente, julgo ser esta última a atitude mais correcta).
Referências:
(1) – Pita, J. R., “História da Farmácia”, 2ª edição, Minerva, Coimbra, 2000, pp. 172-174
(2) – Portal de Saúde Pública http://www.saudepublica.web.pt/05-promocaosaude/051-Educacao/vacina.htm
(3) – Esta notícia aparece logo na capa do Jornal Público, Domingo, 3 de Julho de 2011, Ano XXII, nº7757, Edição Porto, texto de Catarina Gomes, pp. 18-19
(4) – Não mencionarei os nomes, apenas as iniciais, pois o que se pretende com este texto é informar e esclarecer, e não denegrir o bom nome das pessoas. Para informações adicionais, consultar a notícia em questão.
(5) – Idem, p.18.
(6) – Idem, p.19.
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domingo, 4 de setembro de 2011
AS VACINAS SÃO SEGURAS
Já aqui escrevemos sobre uma tendência crescente que se vive nalgumas sociedades ocidentais, e que se está a expandir a Portugal, contra a vacinação das crianças.

Como se não fossem suficientes as vozes da maioria dos médicos a alertar para as falácias e os perigos que esse movimento anti-vacina representa para a saúde pública, saiu esta semana um relatório do Instituto Americano de Medicina que, uma vez mais, conclui que as vacinas são seguras! As vacinas não causam autismo nem diabetes!
Foram revistas oito vacinas: rubéola, gripe, hepatite B, HPV (Vírus do Papiloma Humano), difteria, tétano e tosse convulsa, VASPR (sarampo/rubéola/papeira), hepatite A e doença meningocócica C.
Este relatório foi encomendado pelo Governo Americano precisamente devido ao preocupante número de pais que se recusam a vacinar os seus filhos neste país. No já referido post, mencionávamos casos semelhantes em Portugal, embora a motivação para a recusa seja algo diferente. Nos EUA existe um movimento de pressão anti-vacina que afirma, entre outras coisas, que os adjuvantes utilizados na vacina VASPR provocavam autismo nos bebés (o adjuvante é a substância adicionada ao antigénio da vacina com o objectivo de aumentar a sua eficácia). Esta afirmação surge de um estudo fraudulento publicado por Andrew Wakefield em 1998 na revisa Lancet, que foi retratado e repetidas vezes refutado por inúmeros investigadores nos anos seguintes (um resumo da história pode ser lido aqui). No entanto, o facto de algumas figuras mediáticas aderirem ao movimento levou a que se perpetuassem até hoje esta perigosa ideia. Em Portugal, parece que o motivo para a não vacinação está mais relacionado com a convicção de que métodos ditos “alternativos” podem ser usados, nomeadamente a homeopatia. Deixaremos esta temática da homeopatia para um outro post, uma vez que merece ser tratada e explicada detalhadamente por si só.
E porque é que é perigoso este movimento anti-vacina? Primeiro, porque as vacinas são a medida de saúde pública que mais vidas salva, sendo apenas superada pela introdução de água potável nas populações! (1) E, segundo, porque a não vacinação de uma criança, não põe em risco “só” a sua vida, mas também a daquelas que a rodeiam, visto poder vir a ser um foco de infecção. Veja-se por exemplo o caso da rubéola: esta doença estava considerada como eliminada dos países ocidentais e aparecem agora de novo surtos. O mesmo está a acontecer com o sarampo.
Há também a ideia errónea de que estas doenças, a rubéola e o sarampo, não são realmente perigosas. Pois perguntem aos vossos avós! Talvez os jovens pais não tenham tido essa vivência próxima, mas o sarampo e a rubéola são perigosos e podem matar, dependendo da idade em que surgem e do estado imunológico do paciente! E os nossos avós sabem disso, visto que muitos deles perderam filhos para doenças infecciosas que hoje nem mencionamos porque, devido às vacinas, praticamente desapareceram.
(1) Plotkin, S. A., Orenstein, W. A., Offit, P. A.(2008).Vaccines. Elsevier, 1748pp.
NOTA: Para mais informação e para esclarecer todas a dúvidas, pode-se consultar o portal português sobre vacinas, desenvolvido em colaboração com vários peritos nacionais de diferentes áreas científicas e cujo objectivo é, em parte, responder a lacunas de informação que foram evidenciadas num estudo realizado nas zonas da Grande Lisboa e Grande Porto. [Este estudo revelou, por exemplo, que um terço da população não sabe que há vacinas inseridas no Programa Nacional de Vacinação (PNV), que devem ser tomadas ao longo da vida.]
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