quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Poesia de Sóror Madalena da Glória
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Artistas Rebeldes
A primeira geração formada na Academia de Belas Artes de Lisboa (criada em 1836) fez-se representar em 1855, pelo pintor João Cristino da Silva, pintando ao ar livre. “Cinco Artistas em Sintra” representa um acto de revolta liderado por Tomás da Anunciação contra o Mestre Manuel da Fonseca (professor durante 2 gerações na Academia em Lisboa) e contra a falta de recursos financeiros necessários para o investimento dos artistas-aprendizes. Tomás da Anunciação, João Cristino da Silva, José Rodrigues, Francisco Metrass e Vitor Bastos (o único escultor do grupo de pintores) reinvindicam assim a vontade de pintar sobre o motivo (pintar ao ar-livre), criticando deste modo a formação neoclássica conservadora que o Mestre Fonseca trouxera de Roma, baseada em cópias produzidas em atelier, de mestres antigos, de estampas de paisagens e na produção de uma pintura de História apoiada nas iconografias clássicas (considerada ultrapassada pela nova geração).
Do atelier para o ar-livre, os Cinco Artistas fazem-se representar em Sintra (terras do romantismo de D. Fernando e do seu Palácio da Pena) a ensinar o povo, demonstrando um programa simbólico muito significativo, próprio de um novo regime político (fontismo). O campo vai, deste modo, receber esta nova geração sedenta de novas temáticas que olham para a Natureza intocada pelo Homem, para a população rural e seus costumes. Olhando para o contexto europeu, entre as décadas de 50 a 70 de Oitocentos, criou-se a consciência de que se estava a perder a cultura e a tradição camponesa e rural. Criou-se um momento de nostalgia por aquilo que se estava a fazer, o que veio reforçar as temáticas anti-académicas (paisagem e retrato) e abrir caminho para um culto da Natureza.
Estes artistas, apesar de apenas produzirem esboços iniciais ao ar-livre e terminarem as suas obras em atelier sobre fundos de betume (tratamento que permite absorver melhor o óleo mas que acaba por deteriorar as cores), vão abrir caminho para uma nova geração – a geração do Grupo do Leão.
É de referir, no entanto, que o Romantismo em Portugal reside sobretudo na literatura (com Almeida Garrett e Alexandre Herculano) e na arquitectura (Palácio da Pena, Quinta da Regaleira, Buçaco). Por sua vez, a pintura “romântica” iniciada pela geração de Anunciação não tem o pathos romântico que a legitimiza, assim como a temática mística, poética e de ruínas está ausente. É neste argumento que se funda a opinião de alguns autores (como R.H.S), que olham para este ciclo como um pré-naturalismo.
Resgatando uma vítima do terramoto de 1755

Esta imagem pintada a óleo que se encontra na exposição permanente do Museu da Cidade de Lisboa, é um ex-voto da segunda metade do século XVIII. Um ex-voto consiste numa oferenda a uma divindade, em agradecimento por uma graça concedida em tempos difíceis. Para os Católicos, tem expressão num objecto primeiramente prometido e depois oferecido a Deus, a Nossa Senhora ou aos Santos, agradecendo uma prece formulada e por algum d' Eles atendida. No caso em apreço, Leonardo Rodrigues, provavelmente residente em Lisboa, dedica esta pintura a Nossa Senhora da Estrela, por ter conseguido encontrar a filha de três anos com vida, entre as ruínas da sua habitação, na sequência do terramoto de 1 de Novembro de 1755. O texto que acompanha a imagem (abaixo reproduzido) é uma expressão notável da fé católica e, pode pensar-se, a súplica deste homem terá tido a atenção dos Céus. Todavia, Leonardo Rodrigues não ficou inactivo: fez a sua promessa e depois pôs-se a procurar a filha, o que lhe demorou sete horas. Isto prova que, para aqueles que têm fé, é mais saudável pensar que a divindade tem um papel, mas que o crente também, pois os desejos não se devem esgotar nas preces. O quadro representa essa mesma ideia: um grupo de homens (entre os quais figurará o pai da criança) removendo os obstáculos das ruínas, com o patrocínio de Nossa Senhora que aparece no canto superior esquerdo.
"A nossa Senhoª da Estrella/voto que no terremoto de 1755 fez/Leonardo Rodrigues; porque fal/tando-lhe huma filha de 3 anos/invocando ajudª Santissima a achou depo/es de 7 horas nas ruinas das su/as cazas com huma tão perigosa/ferida na cabeça, que atribue a sua/vida à intercessão da Soberana/Senhora."
A imagem e a frase vêm reproduzidas no site do Museu da Cidade de Lisboa: http://www.museudacidade.pt/Coleccoes/Pintura/Paginas/Ex-voto-a-Nossa-Senhora-da-Estrela.aspx.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Há 202 anos atrás...
Pois é, no próximo Sábado (12 de Fevereiro), 202 anos após o seu nascimento, celebra-se um pouco por todo o mundo o Dia de Darwin (http://www.darwinday.org/index.php).
O primeiro evento para celebrar esta efeméride teve lugar a 22 de Abril de 1995 na Universidade de Stanford, e foi promovido pelo Grupo de Estudantes Humanistas de Stanford e pela Comunidade Humanista. Nessa ocasião, Donald Johnson, famoso pela descoberta dos fósseis humanos mais conhecidos do mundo ('Lucy'), foi o responsável pela conferência "Darwin e as Origens Humanas", que reuniu cerca de 600 pessoas. Posteriormente, mudou-se a data da celebração de forma a coincidir com o aniverário de Charles Darwin, a 12 de Fevereiro. Desde então, são muitas as instituições públicas e privadas que organizam diferentes actividades de divulgação do conhecimento científico com motivo desta celebração.
Neste ano de 2011, a Universidade do Porto une-se às comemorações e, aproveitando a exposição "A Evolução de Darwin", promove um dia aberto de visita gratuita.
Para além disso, o biólogo Albano Beja Pereira (CIBIO) apresentará a palestra "A evolução dos animais domésticos segundo Darwin: O exemplo de como os Homens tambem foram domesticados". Esta conferência terá lugar no Jardim Botânico do Porto, onde também está patente a exposição, no Auditório Jardim às 17:30h; também com entrada livre.
Fica então aqui, uma vez mais, o convite para que apareçam pelo Jardim Botânico do Porto e disfrutem desta bela exposição e do seu entorno. Até lá!
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Os Teatros de Lisboa

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Exposição "A Evolução de Darwin" - Porto
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Fotografias Antigas (2): Raquel Roque Gameiro, 1911
Fotografia colorida da Ilustração Portugueza, que saía uma vez por semana com O Século, de 27 de Novembro de 1911. A senhora representada, então com 22 anos, é a pintora e ilustradora Raquel Roque Gameiro (1889-1970), filha do prestigiado artista Alfredo Roque Gameiro (1864-1935). Como pintora, expôs em Lisboa, no Porto e em Londres. Ilustrou obras para crianças, nomeadamente da autoria de Ana de Castro Osório (1872-1935) e de António Sérgio (1883-1969).
AAVV, Percursos, Conquistas e Derrotas das Mulheres na 1ª República, coord. de Teresa Pinto, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa - Grupo de Trabalho para as Comemorações Municipais do Centenário da República - Biblioteca Museu República e Resistência, 2010, p.131.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
O Chapéu de Três Bicos

terça-feira, 18 de janeiro de 2011
E a propósito de evolução...
Nos próximos tempos o armariumlibri irá trazer mais actualizações e mais informações sobre este tema.
It's Evolution, Baby!
Nota:
Com este texto pretendo apenas relembrar a música (para uns) ou dá-la a conhecer (a outros), assim como fornecer alguma informação extra de interesse e exibir o vídeo oficial. Não pretendo abordar a evolução humana ou analisar a aproximação do filme à realidade, isso poderá ficar para outros textos. É mais sobre divulgação de música e menos de ciência.
Referência:
Para quem quiser cantar enquanto ouve a música, segue a letra:
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Fotografias Antigas (1): Fundo de Socorro para as Vítimas do Titanic

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Boas Festas!

domingo, 19 de dezembro de 2010
História da Vida Privada em Portugal
sábado, 18 de dezembro de 2010
Venerável Bede (67?-735)
[1] A New Caxton Encyclopedia, vol.2, London, The Caxton Publishing Company, 1973, p.617, s.v. “Bede, the Venerable”, diz 672; já a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol.4, Lisboa – Rio de Janeiro, Editorial Enciclopédia Limitada, s.d., p.414, s.v. “Beda (O Venerável)” e a Lexicoteca – Moderna Enciclopédia Universal, dir. e coord. de Leonel Moreira de Oliveira, vol.III, Círculo de Leitores, 1986, p.150, s.v. “Beda “O Venerável”, apontam para 672 ou 673.
[2] The New Caxton Encyclopedia, vol.2, p.617, s.v. “Bede, the Venerable”.
[3] Lexicoteca – Moderna Enciclopédia Universal, vol.III, p.150, s.v. “Beda “O Venerável”.
[4] Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol.4, p.414, s.v. “Beda (O Venerável)”.
[5] The New Caxton Encyclopedia, vol.2, p.617, s.v. “Bede, the Venerable”
[6] The New Caxton Encyclopedia, vol.2, p.617, s.v. “Bede, the Venerable”.
